sábado, 28 de março de 2015

OS DEZ LIVROS QUE TODO CRISTÃO JÁ DEVERIA TER LIDO

John Bunyan (1628-1688)

Não importa se você passou pelo novo nascimento há duas semanas ou se você é um veterano da fé cristã: se você ainda não leu esses livros, deveria colocá-los como sua prioridade:

1
John Bunyan
O Peregrino
1678
2
John Stott
A Cruz de Cristo
1986
3
C. S. Lewis
Cristianismo Puro e Simples
1952
4
John MacArthur
O Evangelho segundo Jesus
1988
5
Lewis Bayly
A Prática da Piedade
1613
6
Martin Lloyd-Jones
Estudos no Sermão do Monte
1959
7
desconhecido
Didaquê
Séc. I
8
John Foxe
O Livro dos Mártires
1563
9
Santo Agostinho
Confissões
398
10
Anthony Hoekema
A Bíblia e o Futuro
1979

É óbvio que a lista acima representa a minha opinião. E eu ficarei feliz se você contribuir com outras sugestões lá embaixo nos comentários. Eu mesmo tenho uma lista com mais 30 títulos daquilo que considero elementar para qualquer cristão, mas a verdade é que eu precisava me concentrar em 10 títulos para tornar o post algo realmente prático. 

Antes que alguém se queixe da ausência de van Groningen, Schaeffer, ou outros igualmente célebres, devo esclarecer que minha pretensão foi sugerir uma meta elementar tanto para um novo convertido como para um presbítero emérito. Além disso, eu precisava compor uma lista com livros que até mesmo alguém com pouco hábito de leitura fosse capaz de compreender o que lê. Não dá pra incluir Dante Alighieri, com a sua Divina Comédia, ou João Calvino com as Institutas da Religião Cristã.

O mais importante é se estabelecer qual é o tipo de leitura com que um bom cristão deve se ocupar. Infelizmente, não é difícil encontrar evangélicos que leem mais de 12 livros por ano, sem sequer conhecer qualquer um dos autores acima. Mas o que é realmente triste é ver gente que já está com a alma repleta dos falsos ensinos de Benny Hinn, T. L. Osborn, Kenneth Hagin, Joyce Meyer, Rebecca Brown, Neuza Itioka, Valnice Milhomens, e tantas outras misérias gospel, e que nunca sequer pensaram em ler livros verdadeiramente cristãos.

Existe também o caso daqueles que não tropeçam em heresias, mas suas leituras se limitam a autores altamente comerciais, tais como Stormie Omartian, Rick Warren, Max Lucado, Silas Malafaia, etc., sem, contudo, nunca terem ouvido falar em John Stott, Martin Lloyd-Jones ou Jonathan Edwards. Isso também é muito triste.

Em resumo: se você nunca leu um livro cristão, aí está um bom começo. E, se você é alguém que lê muito, porém, nada dessa lista, então, já passou da hora de começar.

Por último, por que a Bíblia não está na lista? Eu não me permiti incluir a Bíblia, porque a meu ver seria como igualá-la a livros comuns. É claro que os títulos mencionados são grandes obras da literatura cristã, mas a Bíblia é a revelação divina. Sim, seus autores são humanos, mas foram inspirados pelo Espírito Santo. Por trás dos autores humanos, está o grande e verdadeiro autor da Bíblia, que é o próprio Deus.

Se você é crente, o desejo de ler a Bíblia tem de te consumir, ao ponto que se torne um hábito diário pelo resto de sua vida. Se você é cristão e ainda não faz isso, há sérias razões para você mesmo questionar a autenticidade de sua fé. A Escritura Sagrada é o alimento da nossa alma. Ela não é um mero livro, ela é a Palavra de Deus.

Volte aqui e dê o feedback se você realizar alguma das leituras sugeridas! E que o seu esforço seja recompensado com muito crescimento vindo da parte de Deus!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O PATÉTICO CONCEITO DE HEROÍSMO NA SOCIEDADE FRANCESA DO SÉCULO XXI


Cartunistas ou humoristas não se tornam heróis só porque têm coragem de ofender pessoas que pensam e vivem de um modo distinto do deles. Isso não é heroísmo; é covardia e canalhice. Não acho que isso justifique o assassinato deles, mas eles não passam nem perto de heróis. Tampouco os atiradores!

A repercussão do caso, contudo, está acima do merecido. Em Baga, no estado Borno, na Nigéria, entre 3 e 7 de Janeiro, várias Igrejas cristãs foram queimadas em uma série de ataques do Boko Haram. Segundo a BBC, mais de 2 mil pessoas morreram. Na Nigéria não morreram os atores da imprensa. Não há razão para se inflamar o espírito corporativista.

Tem-se falado muito em desproporção, comparando o poder de canetas com o de armas de fogo. Hipocrisia! Canetas propagam o ódio, e as armas estão a serviço do ódio.

Latuff disse: "Creio que soubessem o vespeiro onde estavam se metendo, mas não esperavam uma reação dessa proporção". Errado! Eles esperavam, sim! Preferiram correr o risco. Não está certo serem mortos por isso. Mas, definitivamente, eles não são heróis... a não ser que você ache um grande ato de heroísmo a publicação de cartoons de Maomé pelado e “de quatro”.

Adão Iturrusgarai disse que "culpar os humoristas por serem atacados é como culpar uma mulher estuprada por ter usado uma roupa provocante”. Ai, socorro! Estou cansado de tanta burrice conveniente! 

domingo, 14 de dezembro de 2014

BOLSONARO E O "ESTUPRO"

por Rodrigo de Sousa


Se Jair Bolsonaro diz que não estupra alguém “porque ela não merece” ele implica algumas coisas. Em primeiro lugar, que o estupro é algo aceitável dentro de certos parâmetros, como, por exemplo, se ele está a fim. Em segundo, que algumas pessoas merecem ser estupradas, como se fosse um privilégio ser estuprada por ele.

Se tentássemos ser graciosos com ele, poderíamos tentar dizer que todo mundo no calor do momento já falou bobagens de que depois se arrependeu (eu já fiz isso). E no caso dele, que dá muitas evidências de ser uma pessoa desequilibrada mental e emocionalmente, poderíamos muito bem usar a justificativa das palavras impensadas.

Mas acontece que ele repetiu as declarações, mesmo com tempo para pensar, para ter o apoio de um assessoria (?), de alguém que o auxiliasse, etc. Poderia ter se desculpado. Mas, não. Ele repetiu, e com orgulho, tudo o que disse. O que só deixa espaço para uma alternativa: o estupro está incluído no universo moral de Bolsonaro. Isto confirma o que sempre pensei sobre ele: Jair Bolsonaro é um homem perverso. Tanto no sentido “clínico” do termo (sofrer de alguma perversão), quanto moral (ele tem uma índole má).

Aqui não se trata de liberdade de expressão, de discussão sobre opiniões políticas, ou visões sobre a sociedade. O que Bolsonaro fez (e faz) é a mais pura e simples apologia do mal. E os que, como ele, confundem discurso de ódio com a "defesa da moral e dos bons costumes", devem sinceramente repensar seus valores.

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Mais uma sobre Bolsonaro (espero que a última, porque não quero perder tempo com esse sujeito). Mas escrevo esta postagem em resposta a comentários à minha postagem anterior. Podem olhar lá para ver o contexto.

Nenhuma pessoa de bom senso precisa das “vias tendenciosas da esquerda” para perceber que Bolsonaro não presta. Basta ver os vídeos ou visitar o Facebook dele. Aliás, tudo que aprendi sobre esse sujeito foi através de compartilhamentos no Facebook de pessoas que o apoiam. Voltemos ao problema aqui. Maria do Rosário foi grosseira e deselegante, faltou com decoro, sim. E ele poderia ter respondido de mil formas: com humor, graça, ironia, sarcasmo, seriedade, autoridade, e até mesmo grosseria. (veja o comentário do Octavio sobre o post anterior para um bom exemplo). Mas tinha que partir pra o lado do estupro? Acho que a “boca fala do que o coração está cheio”, não é? Nos insultos de Maria do Rosário ela o chama de estuprador. Foi errado. Mas pelo menos na fala dela fica implícita a noção de que o estupro é mau e deve ser condenado. Nos insultos de Bolsonaro ele fala que a estupraria se ela merecesse. Na fala dele fica implícita a aprovação do estupro. Será que não se percebe a diferença? Aliás no vídeo ele também dá um “empurrãozinho” nela. Você realmente acha justificável a reação dele? É assim que “cabra macho” deve tratar mulher mesmo?

Me preocupa ver como líderes evangélicos hoje reduziram a luta por uma cosmovisão cristã numa simples batalha entre direita e esquerda e estão dispostos a ver pessoas como Bolsonaro como líderes e modelos. Estão sempre prontos a justificar e defender (mesmo sem querer) qualquer coisa que eles fizerem ou disserem. O discurso ideológico funciona assim, sem capacidade de autocrítica, mas sempre pronto para apontar os erros dos outros. Sempre com uma justificativa ou atenuante para que os “nossos” façam ou digam o que quiserem, mas sem jamais estender esse favor para o outro lado. Os “nossos” falham, os “outros” são do mal. Os “nossos” são complexos, os “outros” pecadores. Os “nossos” falam a verdade, os “outros” são tendenciosos. O discurso ideológico não se preocupa em saber o que é certo ou errado, ou em condenar o mal onde quer que ele esteja, mas sempre busca o argueiro no olho do outro sem perceber a trave no seu.

publicados, respectivamente, em 11 e 12 de Dezembro de 2014 por Rodrigo de Sousa no Facebook

https://www.facebook.com/rodrigo.desousa.370

terça-feira, 18 de novembro de 2014

DIA DE ZUMBI DOS PALMARES


20 de Novembro: 
O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA É REALMENTE NECESSÁRIO?
"Não lutamos por integração ou por separação. Lutamos para sermos reconhecidos como seres humanos."
Malcolm X
Nunca vi alguém defendendo que nós devemos parar de falar sobre pedofilia. "Quem sabe se fingirmos que não existe, a pedofilia um dia acabe..." Ou: "Vamos parar de falar sobre corrupção! Se ela não for mencionada, um dia isso termina..."

O Dia da Consciência Negra não separa os negros dos brancos. Ao invés disso, separa os racistas dos não-racistas. Esse dia é um chamado para não fecharmos os olhos para o mal. E quem é contra esse ideal, ainda que de modo não intencional, termina assumindo um lado. E, infelizmente, é o lado errado!

Toda reação à celebração da cultura e memória afrodescendente não passa da antiga e insistente pressão em favor da capitulação dos negros e de sua consciência. Ninguém critica uma cidade catarinense que celebra sua origem étnico-cultural branca e europeia. Aliás, tais comunidades jamais foram vítimas de opressão na mesma medida em que foram os negros no Brasil (e nem sofrem a perpetuação dessa opressão um século depois da alforria formal), mas ninguém se opõe. Por outro lado, quando alguém diz que 20 de Novembro é Dia da Consciência Negra, há uma reação negativa assustadora, irracional e até violenta.

Não é um dia para "respeitar o negro"! É um dia para não deixar a sociedade se esquecer de que racismo existe e que é uma realidade que tem de ser combatida, especialmente em países como o Brasil em que o racismo é velado e cruel. É um dia para denúncia, para se desmascarar a ilusão de que vivemos numa sociedade igualitária.

A maior prova de que a oposição é dolosa é que as mesmas pessoas que dizem que não devemos fazer caso das raças, são aquelas que se manifestam contra. Ora, se o melhor é esquecer isso tudo e não falar mais no assunto, por que não começam elas mesmas se calando? Não se calam porque têm um lado, e defendem-no com unhas e dentes. Ainda que não queiram, tornam-se militantes. Se o silêncio é o melhor caminho, comecem silenciando a si mesmas.

Será que essas mesmas pessoas são aquelas que orientam mulheres estupradas a se silenciar, esquecer isso e deixar pra lá? Aquele tipo de pessoa que prefere fingir que vive num mundo perfeito, ainda que às custas do inferno pessoal de outros? Afinal, por que existe tanta oposição a um dia em que se celebra a consciência de um povo cujos senhores escravagistas se empenharam ao máximo por anular essa consciência? Isso não parece a tentativa de se perpetuar os mesmos propósitos?

Recentemente, conversando sobre esse assunto com um amigo, quando mencionei as diversas formas que uma pessoa negra ou mulata é vítima de racismo, com bastante ironia, ele me disse: "Acho que não vivemos no mesmo país!". Minha conclusão não poderia ser outra: "De fato, o seu país é o País das Maravilhas, menos o Brasil em que eu vivo!"

Se existe um lugar em que é necessário um dia da consciência negra, esse lugar é o Brasil!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O APARELHO EXCRETOR DE LEVY FIDELIX: A QUESTÃO DA FAMÍLIA


[2ª parte / continuação do artigo anterior: A Questão Política]

Das declarações de Levy Fidelix que fizeram dele o assunto mais comentado da semana, a primeira foi a seguinte:
— Olha, minha filha, tenho sessenta e dois anos. Pelo que eu vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais, digo mais: desculpe, mas aparelho excretor não reproduz. É feio dizer isso, mas... 
Fidelix respondia a uma pergunta de Luciana Genro no debate entre os presidenciáveis, e suas palavras não podem ser retiradas do contexto. Luciana disse que todo tipo de união deve ser reconhecida como família. O que Levy Fidelix procurou demonstrar foi seu entendimento de inadequação dessa proposta, visto que dois iguais não se reproduzem. Sendo assim, se há impossibilidade de reprodução, não é uma família. O uso da expressão "aparelho excretor" foi infeliz e de mau gosto. Ele próprio admitiu que é feio se dizer isso. No entanto, por meio dessa frase ele só repetiu a mesma ideia exposta nas palavras anteriores: a relação sexual entre dois homens não tem poder de reprodução. 

Se o dilema está em torno do que é uma família, então devemos compreender esse ponto antes de tudo. A família é um grupo social primário formado por pessoas ligadas por descendência a partir de um ancestral comum, por matrimônio ou por adoção. Se o vínculo existe, então a família está formada. 

Pode-se discordar das leis e práticas vigentes em que solteiros ou pares homossexuais sejam capazes de realizar a adoção de uma criança. Mas, se a adoção foi feita, a família foi constituída. Os opositores não devem lutar contra rótulos. Se há insatisfação com a realidade presente, deve-se combater o direito à adoção antes de tudo. Retroceder na conquista deste direito, contudo, é uma meta praticamente inatingível. 

No passado recente, quando o tema estava em deliberação, tentar impedir esse tipo de adoção pareceu uma iniciativa desumana e ninguém quis comprar essa briga. Quem é que lutaria em favor de que uma criança continuasse num orfanato? Agora, porém, não há contra o que lutar em termos de reconhecimento do que é uma família. Se há um vínculo ancestral, matrimonial ou adotivo, então a família existe.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O APARELHO EXCRETOR DE LEVY FIDELIX: A QUESTÃO POLÍTICA


Levy Fidelix é a bola da vez! Falou demais e agora enfrenta a fúria da sociedade pós-moderna globalista e inclusivista! A frase mais marcante (porém, não a mais grave) foi: "O aparelho excretor não reproduz!"

Será mesmo que ele falou demais, que se precipitou, que não percebeu seus excessos? Evidentemente, esse foi um risco calculado, que ele e sua equipe decidiram assumir. Ele sabia exatamente o que estava fazendo, e sabia quais seriam as consequências. Fez para atrair holofotes, e atraiu. Engana-se quem pensa que Fidelix pretende ser presidente. Ele não pretende, e nunca pretendeu. Candidatura própria serve para fortalecer o partido, e dar maior fôlego às eleições proporcionais.

Sim, é verdade que Fidelix atraiu antipatia e rejeição. Mas de quem? De quem já não votava nele e no partido dele. Ora, também é verdade que ele conquistou a simpatia de outros tantos. O presidenciável ganha visibilidade na guerra ideológica travada em torno da “homoafetividade”, que tem sido uma das tônicas da presente campanha eleitoral. Ele assumiu um lado, foi enfático, rígido e agressivo. Com isso, a legenda não perde votos; soma. Os eleitores que já desejavam votar nos candidatos do PRTB não deixarão de fazê-lo, afinal, já era sabido que este grupo político desposa os ideais da direita radical. Por outro lado, uma parcela dos eleitores que se identifica ao discurso de Fidelix, decidirá apoiar os candidatos do PRTB nas proporcionais, justamente por causa do referido pronunciamento classificado como homofóbico. No sentido em que a palavra é usada atualmente, sobejam homofóbicos no país. Muita gente se sentiu representada quando ele conclamou os telespectadores: “Vamos ter coragem! Nós somos maioria! Vamos enfrentar essa minoria! Vamos enfrentá-los!”

Polêmicas são o melhor combustível para uma campanha. Os outros nanicos já haviam explorado ao máximo seu direito a voz, fazendo uso de provocações, deboches, e cenas cômicas. Levi Fidelix entrou no jogo. Afinal, qual foi a repercussão do debate? Não se fala de outra coisa!

O episódio do “aparelho excretor”, no entanto, não muda absolutamente nada na eleição presidencial. O objetivo real foi atrair votos que Aécio, Marina e Pastor Everaldo têm puxado para os seus correligionários. A migração de eleitores pode parecer pouco substancial, mas para um partido tão insignificante como o PRTB, qualquer crescimento será significativo. Nos últimos pleitos a legenda fez 2 deputados federais e 10 estaduais (2010), e 16 prefeitos e 420 vereadores (2012). São números baixos. A estratégia escolhida é eficiente: ela soma e não subtrai; ela fortalece o partido, de modo a construir a plataforma necessária para o crescimento futuro. É possível que o tiro saia pela culatra, mas é pouco provável.

Em tempo:

1. Em cerca de duas horas de debate, nenhum candidato fez qualquer pergunta sobre Educação. É notável a preferência em se atingir os eleitores mediante assuntos periféricos de maior visibilidade.

2. Eu pretendia registrar o crédito da observação acima, mas, quando retornei à fonte, fui surpreendido diante do acovardamento do Zero Hora. A pressão da militância intimidou o veículo, e retiraram a referida nota da matéria. Certamente, deve ter sido considerada homofóbica.

3. Ultimamente, tem-se falado muito a respeito do temor generalizado diante da possibilidade de uma “ditadura evangélica” no país. De modo irônico, da parte dos evangélicos não existe essa ambição. A prova disso é o candidato-pastor não conseguir atrair, segundo todas as pesquisas, nem 10% dos votos do eleitorado de origem protestante. Será mesmo que é este grupo social que o brasileiro deve temer? Definitivamente, não são os evangélicos que intimidam e calam seus opositores. Quem faz isso é outro grupo.

4. As considerações do autor sobre os méritos do discurso de Fidelix serão expostas em artigo subsequente.

domingo, 31 de agosto de 2014

A DEMOCRACIA ANTICRISTÃ

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim!"  
João 15.18


Vivemos num tempo de contestação ao Cristianismo! A Europa tornou-se uma sociedade pós-cristã! Os EUA caminham para o mesmo destino! Sob a mesma influência, por aqui, no hemisfério sul, temos sido frequentemente confrontados por aqueles que não só rejeitam a fé, mas se empenham em combater e desacreditar a mensagem do Evangelho. A religião cristã seria antiquada demais para o século XXI.

É notável o ódio com que tais pessoas acusam os cristãos e procuram a todo custo ridicularizar a religião. Mais notável ainda tem sido a recente mobilização dos anticristãos contra os direitos civis dos crentes. A razão é porque os crentes não se deixam persuadir pelos valores da sociedade pós-moderna, recusando-se a abraçar a agenda globalista em favor de uma nova ordem mundial.

Segundo dizem, cristãos podem ser cristãos, desde que sua cosmovisão cristã não embarace o desenvolvimento da sociedade que eles estão construindo. Cristãos podem exercer funções políticas, desde que os valores provenientes de convicções religiosas sejam engavetados. Eles decidiram que o cristianismo deve ser compartimentado. Afinal, é assim que o mundo de hoje vê a fé. E, por que, afinal, os cristãos não podem fazer o mesmo, não é? Cristãos são bem-vindos na política, mas quando fizerem política, sejam um pouco menos cristãos!

Agora, os não-cristãos dizem para os cristãos qual o lugar de sua fé. Convicções religiosas são antidemocráticas. Isso já foi decidido. Não é um assunto a ser debatido. Qualquer proposta de reflexão sobre o tema será automaticamente taxada de uma tentativa de golpe teocrático: “Deus me livre de um Brasil evangélico!”, ou “Deus me livre de um presidente evangélico!”. Irônico nisso tudo é que o candidato a presidência mais caracteristicamente evangélico não possui nem 3% dos votos nas pesquisas de intenção, em um país com mais de 30% de evangélicos. 

A fé, segundo entendem, é útil e virtuosa. Contudo, aqueles que não sabem separar as suas convicções religiosas de sua vida cotidiana devem perder alguns de seus direitos civis. E ainda mais irônico (para não dizer ridículo) é que esse discurso, alegadamente, é em nome da democracia.

Não! Não é em nome da democracia! Sua motivação não é o pensamento moderno e o conhecimento científico, como querem fazer parecer. Não é tampouco em favor das liberdade individuais. Muito pelo contrário. É motivado pela incapacidade de conviver com o contraditório, com aquele que pensa diferente, e que enxerga o mundo com outros olhos. É em favor de um “Cale a boca!” em nada diferente dos já impostos tantas e tantas vezes no passado por regimes autoritários. Não é pela democracia! É conta ela! E é defendido por indivíduos cujo único objetivo é impor suas próprias convicções sobre aqueles que não compartilham delas. Não há nada de novo nisso. Aliás, isso sim, é, por demais, antiquado!

Os cristãos vão continuar lutando pela democracia e pela liberdade, porque esses são valores historicamente defendidos e garantidos por eles. Se o Ocidente é democrático, é graças aos cristãos protestantes. Essa é uma glória que não será esquecida. Já, se o Ocidente quer impor a democracia no Oriente, isso é graças à intolerância dos políticos interessados em money. O espírito protestante não é de perseguição e repressão. Do mesmo modo que é possível pensar em indivíduos e sociedades repressivas protestantes, é igualmente possível fazer o mesmo com muçulmanos, católicos, iluministas, ateus, etc. A repressão não é o espírito do protestantismo, e fazer tal associação é leviano e desonesto. Típico do pensamento preconceituoso.

Anticristãos tentando ensinar aos cristãos o que é ser democrático é uma tremenda de uma piada! Aliás, antes fosse piada! Eles pretendem mesmo é dizer que evangélicos e católicos não podem participar da construção da sociedade de que fazem parte! E, pasmem: isso é pela democracia! Que genial !!! 

A verdade é uma só! Isso já havia sido previsto por Aquele a quem os cristãos servem! E assim os cristãos têm vivido nos últimos dois mil anos: odiados! Pois, que fiquem à vontade! Todo esse ódio, desprezo, pena, e rancor, acompanhados ou não de iniciativas efetivas de repressão e ridicularização da fé cristã, continuará servindo como semente para o Evangelho! "O sangue dos mártires é a semente da Igreja!" (Tertuliano).
"Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós!" (Mateus 5.11).

domingo, 25 de agosto de 2013

O BATISMO DE CRIANÇAS POSSUI ALGUM FUNDAMENTO BÍBLICO?

“Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás.” 
Deuteronômio 12.32


O batismo infantil é um tema controverso para o evangelicalismo brasileiro moderno. Muitos crentes acreditam que esta seja uma característica peculiar do presbiterianismo. Mas, na verdade, a prática de se batizar os infantes está presente em quase todas as tradições cristãs. As exceções mais dignas de serem destacadas são os Batistas e todo movimento evangélico influenciado por eles (no que diz respeito ao ritual do batismo), tais como o Pentecostalismo e o Neopentecostalismo.

Na verdade, recusar o batismo às crianças é um costume relativamente recente na Igreja, já que antes do movimento anabatista não se tem registro de cristãos que assim agissem. Os presbiterianos compreendem que deixar de batizar os filhos dos crentes (ou os menores sob sua guarda) constituiria, sim, em um grave pecado de negligência à ordem bíblica. Para entender, contudo, a razão das Igrejas Presbiterianas preconizarem o batismo de crianças, é necessário conhecer a Teologia da Aliança.

A TEOLOGIA DO PACTO

De acordo com a Teologia do Pacto, Deus estabeleceu a Aliança da Graça com o ser humano decaído, com o objetivo de redimi-lo de sua miséria espiritual. Essa Aliança tem por fundamento legal a Cruz do nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual Deus perdoa e justifica os pecadores que tem fé no Filho de Deus. Contudo, a Aliança foi estabelecida muito antes do evento da crucificação. Para aqueles que são introduzidos na Aliança após a vinda do Messias, exige-se fé na Cruz, um evento histórico testemunhado pelos apóstolos. Quanto àqueles que foram introduzidos antes da vinda do Messias, exigia-se a esperança de que Deus daria cabo definitivamente ao problema do pecado humano, mediante uma solução superior aos rituais provisórios da religião judaica. 

Deus estabeleceu sua Aliança com os homens, oferecendo reconciliação. Sempre foi pela fé, tanto antes como depois da Cruz. Para isso, Ele estabeleceu mediadores desse Pacto, cada um numa época distinta, e sempre num processo de revelação orgânica, progressiva e crescente. Esses mediadores foram:
  • Adão, 
  • Noé, 
  • Abraão, 
  • Moisés, 
  • Davi, 
  • Cristo. 

Os cinco primeiros nomes são mediadores daquela que se chama "antiga dispensação do Pacto". O Senhor Jesus, porém, é o mediador da "nova dispensação do Pacto"; ou, da Nova Aliança.
“Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.” (Jeremias 31.31).
A Nova Aliança não é nova no sentido de que a Antiga tenha sido anulada. Ao invés disso, são uma só e a mesma Aliança, com seis mediadores, duas dispensações, e a Cruz como centro da fé. Cristo é a consumação do Pacto, e se diz “nova” porque, enfim, em Cristo foi revelada de modo completo e cabal. Segundo Hebreus 1, a pessoa de Jesus é o clímax da revelação de Deus. Em Cristo, o ser humano vê a expressão exata e o resplendor da glória do Pai.
“Eu e o Pai somos um” (João 10.30). 
“Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14.9).

A TEOLOGIA DO PACTO E O BATISMO

Uma vez que a Aliança que Deus estabeleceu em Cristo é a mesma Aliança que Deus fez com Abraão, chega-se à conclusão de que toda a Escritura Sagrada, tanto o Antigo como o Novo Testamento são a revelação inspirada de Deus, pela qual Ele orienta e julga o Seu povo. Esta é a Palavra de Deus.

Diante dessa compreensão, a análise de qualquer tema proposto pela Escritura deve ser considerada sempre em sua revelação integral, pois o Pacto não começou em Cristo, nas narrativas dos Evangelhos, mas em Adão, nas narrativas de Gênesis. 

Considere-se abaixo, portanto, a argumentação de como a Bíblia não só permite o pedobatismo, mas o institui.

1. Abraão foi introduzido no Pacto da Graça e selado com um rito sacramental por causa de sua fé pessoal (Gn 15.6; 17.11).

2. Os termos do Pacto da Graça exigiam que todos os meninos recém-nascidos deveriam ser incluídos nesse Pacto, por meio do mesmo rito sacramental por que passou Abraão (Gn 17.13).

3. Nem o judaísmo cria em regeneração sacramental, e nem os pedobatistas o creem. Todos os hebreus foram circuncidados, mas nem todos eram salvos (Rm 2.25-29; Fp 3.2-3). A circuncisão nunca foi garantia de salvação, mas de introdução na família da Aliança. A circuncisão espiritual e verdadeira era a do coração (Lv 26.41; Dt 10.16; Jr 4.4).

4. A ausência de fé dos meninos judeus jamais implicou em prejuízo para o Pacto, para os meninos, ou para seus pais. A única fé relatada na instituição do sacramento foi a de Abraão, de ninguém mais (Gn 15.6). As crianças foram seladas pela fé, mas não a fé delas, e sim a de Abraão.

5. A recusa em cumprir a aplicação do selo caracterizaria negligência e rebeldia, pecado passível de punição severa (Gn 17.14; Êx 4.24-26).

6. O Pacto feito com Abraão, o pai da fé, não foi ab-rogado. A Bíblia testemunha a continuidade do Pacto, e nas mesmas passagens menciona a participação dos filhos dos crentes nesse Pacto (Is 59.20-21; At 2.37-39).

7. Nos termos da antiga dispensação do Pacto, o selo era o ritual da circuncisão; nos termos da nova dispensação do Pacto, o selo é o ritual do batismo (Cl 2.11-12).

8. O ônus da prova neotestamentária não cabe aos pedobatistas, mas aos credobatistas. Isto é, não são os pedobatistas que precisam encontrar uma passagem no NT que ordene o batismo dos infantes; são os credobatistas que precisam apresentar uma passagem no NT que interrompa esse procedimento. A razão é o seguinte princípio hermenêutico: tudo que está previsto no AT continua em pleno vigor, com exceção daquilo em que o NT apresente a descontinuidade. Se o NT se cala quanto à administração do sacramento aos infantes, significa que permanece o que foi especificado no AT.

9. Se a melhor prova bíblica do credobatismo está em Mc 16.16, é imprescindível afirmar que os mais importantes eruditos em manuscritologia concordam (independente se são credo ou pedobatistas) em que o trecho de 16.9-20 não compunha os autógrafos do texto de Marcos.

10. Supondo, porém, que o texto tivesse validade, considere-se:
> O texto de Mc 16.16 não diz respeito a crianças. Ele é uma regra geral, que não contempla todas as exceções. Se ele diz respeito a crianças, também tem de significar que a criança, por não crer, está condenada. Admitir que os casos de exceção estejam incluídos nesse dito, significaria ainda ter de admitir que é impossível a salvação para alguém que não foi batizado.
> O apóstolo Paulo também escreveu: quem não quer trabalhar, também não coma. Poderíamos aplicar esse texto a uma criança? Evidente que não! Porque essa é uma regra geral válida para adultos. O caso das crianças é uma exceção a essa regra. Desse mesmo modo deveria ser compreendida a sentença de Marcos 16.16. (isso, se o texto fizesse parte dos originais gregos).
> Qualquer insistência em afirmar que Mc 16.16 seja uma ordem para a descontinuidade da aplicação do selo, seria uma forçação de barra fora do comum. A intenção autoral não está nem de perto dirigida à discussão do batismo infantil.
11. O Pacto da Graça tem caráter inclusivo, e não o inverso. Na antiga dispensação, as mulheres *não recebiam* o selo; na nova, o recebem (Gl 3.26-29). Na antiga dispensação, os filhos dos crentes *recebiam* o selo; não há razões neotestamentárias para se imaginar que, na nova dispensação, isso devesse ser interrompido.

Mas, afinal, de que adianta argumentar?
"Aquilo que as pessoas não gostam, elas se esforçam para não acreditar." 
(J.C. Ryle).

terça-feira, 18 de junho de 2013

A REVOLUÇÃO VIRTUAL



Ingenuidade chamar isso tudo de revolução! Como eu gostaria que fosse! Mas a prova de que não é, estará nas urnas da próxima eleição! O que me incomoda não é a agressividade das manifestações, mas sim esse romantismo juvenil.

Alguns me chamarão de pessimista, outros dirão que eu deveria me posicionar a favor do povo. Mas, convenhamos: esse povo é o mesmo que votou e continuará votando com a mesma qualidade (ou melhor, a falta dela). Será que estas pessoas que estão nas ruas são capazes de se lembrar quais foram os candidatos em que votaram no último pleito?

Sou contra a violência da polícia, sou a favor da liberdade de expressão e das manifestações populares. Mas ISSO que está acontecendo nas ruas não é revolução. Revolução altera a realidade, transforma a sociedade, e acima de tudo, muda quem está no poder!

Gostaria de dizer como muitos que tenho orgulho de ser brasileiro, mas terei paciência, esperarei. Em Outubro do ano que vem avaliarei se tenho razões para me orgulhar! Vamos revolucionar! Tenhamos coragem para mudar nossos critérios de voto! Tenhamos coragem de colocar no poder gente do povo que representa o povo! Classe política que nada! O Brasil precisa de políticos da base popular! E eu acho que isso não vai acontecer ainda em 2014! Mas tomara que seja logo!

sábado, 1 de junho de 2013

SECULARIZAÇÃO E ACOMODAÇÃO: Uma Igreja em Declínio



A igreja evangélica no Brasil tem experimentado um momento de grande confusão na sua identidade cristã e na sua tarefa de viver o Evangelho. As razões desse quadro são várias e variadas, contudo, para não prolongar demais, meu objetivo aqui é apontar apenas duas dessas razões: A secularização da igreja e acomodação das Escrituras.

Não é novidade para ninguém que as novidades nos arraiais evangélicos se mostram cada vez mais desejáveis e, porque não, praticáveis a qualquer custo e com status revolucionários. A cada dia experimenta-se um novo conceito teológico, uma nova maneira de interpretar as Escrituras, uma nova “onda” que acaba mudando a vida e comportamento natural da igreja. E tudo isso em virtude da secularização e da acomodação. 

Secularização é a utilização de técnicas seculares para obtenção de resultados espirituais. É um processo de proporções mundiais e não atinge apenas o cristianismo, mas várias religiões. Qualquer religião está sujeita a absorção de elementos externos à sua confessionalidade. 

Ah! É importante aqui fazer menção à diferença entre secularização e secularismo. Secularização é, grosso modo, um processo de absorção de princípios e práticas seculares (alheios ao Evangelho e à Igreja) por parte de seus membros. Geralmente é absorvida e praticada com o fim de obter resultados já confirmados em outras situações. Já o secularismo, é uma filosofia que rejeita toda forma de religião. Um secularista é, portanto, um antirreligioso, enquanto que, um secularizado é um religioso contaminado com o que não lhe é adequado. 

Já que estou definindo alguns termos, passo a definir o que é acomodação. Na teologia este termo ficou conhecido em João Calvino (reformador do séc. XVI) quando este o utilizou para explicar a ação de Deus em tornar sua Palavra acessível ao homem contaminado pelo pecado. Foi a esta possibilidade de acesso que Calvino denominou “acomodação”. Segundo o reformador, só por meio da ação graciosa de Deus o homem poderia ser tocado pelo Espírito Santo a fim de compreender sua revelação especial. 

Bem, tendo definido os termos importantes do texto, passo a descrever como vejo parte da crise vivida pela igreja atual no tocante a sua identidade e sua tarefa: 

A audácia, de fato, tem sido uma das marcas da igreja contemporânea, pois ela tem se tornado um meio para se ultrapassar limites e quebrar paradigmas a muito existentes, inclusive advindos da Reforma Protestante. Como já se sabe, o ser humano é muito criativo, ainda mais quando não se importa com a lei. Assim sendo, ao fazer uso de sua criatividade, não tem se preocupado com o sistema de leis que fora dado por Deus. Aliás, falar de lei na igreja atual tornou-se assunto ofensivo e, portanto, inaceitável (mas isto é assunto para outra hora).

A ausência das Escrituras na formação e execução dos ideais cristãos com certeza representa o maior prejuízo que a igreja tem tido nos últimos tempos. A igreja atual parece estar acostumada aos constrangimentos que tem sofrido em razão de sua postura irreverente diante de Deus e problemática frente à sociedade. A ausência de uma teologia concisa e de um apego sistemático e piedoso com as Escrituras vem deixando-a cada vez mais frágil e, por isso, vulnerável quanto às práticas seculares. Não há uma preocupação com a fiel interpretação da Bíblia e, isto explica o fato de não haver, também, um posicionamento rigoroso que vá de encontro com a secularização eclesiástica. Faz-se necessário um retorno estrutural no qual fique claro que a identidade da igreja está no seu apego às Escrituras.

A mudança estrutural que a igreja precisa não está relacionada aos muitos modelos eclesiásticos de liderança, ou ao aspecto empresarial em que ela tanto se identifica na atualidade, ou ainda ao clima de euforia e extravagância que a tem feito optar por meios tão escusos de se ganhar espaço na mídia em geral. A mudança estrutural aqui sugerida refere-se ao que a igreja atual pensa sobre si mesma. O que ela tem sido, qual o seu verdadeiro propósito, quais são suas funções, qual é a sua origem, a que ela está ligada, o que a sustenta, em que ela deve fundamentar suas escolhas, entre outras.

É verdade que não se pretende aqui ser exaustivo quanto a todos estes pontos, contudo, pretende-se apontar pelo menos os principais motivos e influências que têm feito da igreja um alvo tão fácil de ser atingido pela atual forma de pensamento secularizado. O ponto a ser atingido é a constatação de que a igreja contemporânea não sabe lidar com a sociedade em que está inserida e, por isso, tem sido cada vez mais adulterada de sua forma original. Este quadro me causa preocupação, posto que, não vejo sinais de mudança positiva no mesmo.

Associada a secularização, a prática de acomodação também tem sido um trágico problema na igreja atual. E quem dera se eu estivesse me referindo à acomodação supracitada que fora ensinada por Calvino. A acomodação que se vê nos nossos dias é aquela que, de modo presunçoso, herético e pagão as Escrituras têm sido acomodadas aos projetos humanos. Líderes religiosos (e também membros de igrejas), como que em um movimento em massa, se comprometem com um processo de “reacomodação” da Palavra de Deus. Não contentes com a acomodação graciosa de Deus em nos dar oportunidade de conhecê-lo por sua Palavra, agora se engajam em uma releitura da Bíblia, se valendo de métodos interpretativos subjetivistas e irracionais (que não se sustentam).

Parece-me que, na tentativa de se tornar aceitável e relevante ao homem pós-moderno, a Bíblia tem sido acomodada pelos próprios cristãos, tem sido adaptada às pressões exteriores e ao subjetivismo predominante em nossa geração. Em virtude disso, tem se tornado comum na igreja a adesão a conceitos e costumes seculares que vão de encontro aos conceitos histórico-bíblicos há muito existentes na mesma, resultando em métodos extremistas de evangelização, em comportamentos inadequados em relação à postura do crente no culto e ainda em um afastamento das Escrituras e de seu verdadeiro ensino.

A igreja evangélica brasileira não pode assimilar e assumir essas novas práticas. Ela não pode negociar o conteúdo puro e eficaz das Escrituras em troca da adesão ao conceito pós-moderno que obriga o homem a ser politicamente correto. A única prática de acomodação que, de fato, deve ser aceita por nós é aquela feita pelo próprio Deus, quando em sua imensa misericórdia, acomodou, ou seja, adaptou o conteúdo da sua revelação perfeita a um modelo que possibilitasse a compreensão de todos nós, homens caídos, perdidos e perversos, com o fim de promover a nós a salvação que, de forma alguma, merecíamos.

Diante disso, não podemos em resposta à acomodação maravilhosa que Deus realizou, desprezar a sua bondade. Não podemos tomar a revelação perfeita com o fim de adaptá-la à nossa forma corrupta e imperfeita de viver. Deus não merece rebeldia, mas merece o nosso reconhecimento, o nosso amor, a nossa gratidão, o nosso serviço, a nossa devoção, a nossa fé, a nossa doação e a nossa fidelidade. Pensando nisso, vamos retomar nossa identidade de igreja militante e triunfante, sobretudo entendendo nossa tarefa na grande missão dada à igreja: a de glorificar o nome de Deus em todo tempo, enquanto se vive um cristianismo sob os critérios de Cristo Jesus. Aleluia!

sábado, 18 de maio de 2013

CARTA A UMA JOVEM DECEPCIONADA COM A IGREJA



[O texto a seguir é baseado numa carta real. Por isso, obviamente, o nome do destinatário foi trocado para proteger sua identidade.]

Minha cara Judite, espero que você e sua mãe estejam bem! Fiquei sobremaneira entristecido ao tomar conhecimento de que você decidiu desistir da Igreja. Amigos em comum me disseram sobre você ter se afastado. E, embora eu lamente, não duvido, uma vez que eu já vinha notando que sua decepção institucional era crescente. Lembro-me de suas críticas, e acredito que a razão do seu desapontamento seja o fraco engajamento missionário da Igreja. 

No fundo, acho muito difícil fazer com que você reconsidere essa sua decisão. Mas, pela afeição que lhe tenho, sinto-me no dever de lhe fazer essa admoestação. E, embora eu ache difícil, continuo crendo que para Deus não há nada difícil demais. Por isso mesmo, mantendo a esperança, continuo orando por você.

* * *

Assim como você, entendo que a Igreja de Jesus Cristo possui tarefas urgentes comumente negligenciadas: pregar o evangelho e socorrer os aflitos. Por outro lado, tenho visto muita gente adoecer o conceito de Missão, ao colocar essas tarefas num pedestal como se fossem os únicos serviços que Deus exige de Seu povo.

A Igreja Presbiteriana do Brasil, no texto de sua Constituição, descreve qual a finalidade da instituição. Pessoalmente, gosto muito dessa definição, e a tenho recebido como um bom fundamento do que vem a ser a Missão da Igreja de Jesus Cristo:
“Art.2 - A Igreja Presbiteriana do Brasil tem por fim prestar culto a Deus, em espírito e verdade, pregar o Evangelho, batizar os conversos, seus filhos e menores sob sua guarda e ‘ensinar os fiéis a guardar a doutrina e prática das Escrituras do Antigo e Novo Testamentos, na sua pureza e integridade, bem como promover a aplicação dos princípios de fraternidade cristã e o crescimento de seus membros na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo’.”
Quem poderia negar que a Igreja tem sobre si todos esses deveres? Veja que, segundo esse entendimento, a evangelização faz parte da Missão, mas não é a Missão. A Igreja não foi formada só para pregar o Evangelho e dar socorro aos aflitos. Aliás, antes disso, a Igreja é chamada para adorar a Deus. Essa é a maior e mais importante razão da existência do povo de Deus.

Na maior parte das vezes, a decisão de se desigrejar se baseia numa má compreensão do que é a Igreja de Cristo. Muita gente tem deixado o convívio dos santos amparados numa eclesiologia mal formada. As ponderações que faço a seguir são, portanto, uma tentativa de expor alguns dos erros conceituais produzidos a partir dessa frequente decepção eclesiástica. 

Esteja certa, Judite, de que, se você assim requerer, estarei disposto a lhe dar maiores esclarecimentos sobre o assunto. Eu gostaria muito mesmo que você me concedesse uma oportunidade para conversarmos pessoalmente.

1º. DEUS É O CRIADOR DA IGREJA

Não fomos nós quem criamos a Igreja. Ela existe por vontade de Deus; e existe quando dois ou três se reúnem no nome do Senhor (Mateus 18.20). Igreja é o povo de Deus, em todos os lugares, tempos e épocas. E isso nos remete ao primeiro casal. Igreja existe desde que existe gente.

Podemos destacar na história da redenção três fases distintas de como Deus se relacionava com seus eleitos. Primeiro, ainda no tempo dos patriarcas (tais como Adão, Enoque, Noé, Jó, Abraão e José), Deus se relacionava com seu povo através de famílias. As famílias da Aliança eram a Igreja de Deus. Depois, através de Moisés, o Senhor reuniu essas famílias numa nação. Ao libertar os hebreus e conduzi-los a Canaã, Deus estabeleceu a nação de Israel como seu povo peculiar. Por último, em Cristo Jesus, Deus mostrou que Israel é muito mais do que uma nação étnica, política e territorial: Israel é o povo do Senhor identificado pela mesma fé que Abraão teve. Deus enxertou os gentios como ramos na Oliveira, tornando povo de Deus aqueles que não eram (Romanos 11; 1 Pedro 2.9-10).

Quem inventou a Igreja foi Deus: todas as pessoas espalhadas pelo mundo que servem a Deus, independente de etnia, cor, nação, ideologia, etc. Esse povo, contudo, é caracterizado por unidade e fraternidade. Foi na Igreja que Deus inseriu cada indivíduo salvo e é ali que ele deve permanecer. Ainda que eventualmente a convivência cause algum desconforto, se é essa a vontade de Deus, o salvo deve obedecer. 

Até mesmo o aspecto institucional da Igreja foi previsto por Jesus Cristo. Em Mateus 18.15-20, Ele ensina como tratar um membro faltoso, dando instruções sobre a disciplina eclesiástica. Nessa passagem, o Senhor não só fala da Igreja como instituição humana, como também demonstra que essa instituição é referendada por Deus.

2º. DEUS GOVERNA SOBRE A IGREJA

Sabe, Judite! Eu também tenho graves preocupações quanto à omissão da Igreja na tarefa de evangelização e ação social. Eu mesmo já me senti decepcionado com a Igreja por várias razões. Sendo composta por humanos pecadores, seria ingenuidade acreditar que essa instituição não falharia. É evidente que há problemas! 

Não sei se você tem conhecimento disso, mas eu e minha esposa já passamos por uma fase muito deprimente na Igreja. Pertencíamos a uma denominação, cujas práticas vinham nos deixando enojados: falta de compromisso com a pregação bíblica, alterações no governo da igreja motivadas pelo G-12, instalação de falsos apóstolos, envolvimento com política eleitoral, cultos públicos que mais vexavam do que glorificavam o nome de Cristo, dentre outras coisas. Fato é que, diante daquilo que julgávamos errado, nunca ficamos calados, e nem paramos de congregar. Sempre protestamos com muito empenho e convicção. Por tudo isso, fomos penalizados: humilharam-nos, fomos tolhidos do direito à defesa, excluídos da denominação, tratados como apóstatas. Fomos perseguidos por causa da justiça.

Essa foi uma grande decepção para nós com a Igreja enquanto instituição. Mas, no final das contas, nunca abandonamos o barco, pois a nossa convicção de que Cristo é o dono da Igreja sempre foi maior. Ele cuida do Seu Corpo, e por mais que tenha coisa errada, devemos sempre nos lembrar de que a Igreja é dEle; que o Senhor Jesus governa. Isso deveria ser suficiente para tranquilizar nossos corações. Ora, se Deus é Soberano, se a Igreja é dEle, e mesmo assim as coisas não andam sempre bem, isso significa que é Ele quem permite que a Igreja caminhe em meio a problemas. E graças a Deus por isso! Pois se fosse um lugar de gente perfeita, não teria espaço para mim.

Podemos, então, ter duas certezas: 1) A Igreja não atingirá a perfeição antes da glorificação, portanto, até lá, continuará com problemas; 2) A Igreja sempre será governada por Cristo, Ele nunca a abandona (Mateus 28.20).

A igreja primitiva também enfrentava problemas, que, hoje, para muitos, serviriam de motivação para deixarem a comunhão. Contudo, a mesma Bíblia que testemunha os inúmeros pecados vivenciados por aquela geração, é que faz a exortação para que permaneçamos firmes congregando:
Não deixemos de reunir-nos como Igreja, segundo o costume de alguns.(Hebreus 10.25). 
3º. DEUS REQUER VIDA CRISTÃ EM COMUNIDADE

Embora seja muito popular a onda do desigrejismo, esse movimento está longe da vontade de Deus revelada na Palavra. Há um chamado para que a Igreja viva como família de Deus, que é. As igrejas locais são comunidades que se organizam socialmente. Existem para pregar o evangelho, sim, mas também existem para viver comunitariamente. Na Bíblia, os crentes são chamados de família de Deus (Efésios 2.19), e de família da fé (Gálatas 6.10).
“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2.44-47).
“Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham. Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles. Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um.” (Atos 4.32-35).
Antes de falar em ação social, e de presença relevante na sociedade, a Igreja precisa de comunhão. Em outras palavras, precisa ser capaz de viver comunitariamente, e de praticar seu cristianismo dentro da família da fé. 

4º. DEUS REQUER ADORAÇÃO EM COMUNIDADE

É verdade que também devemos realizar nossa adoração de modo individual e pessoal (Mateus 6.6), mas a realização de cultos públicos e formais são uma exigência divina, e não mera invenção de pecadores. Do antigo Israel Deus exigiu santas convocações: 
“No oitavo dia convoquem uma assembleia e não façam trabalho algum.” (Números 29:35).
Compare com Êxodo 12.16 e Levítico 23. O povo não via essas obrigações como um peso, mas muito se regozijava no privilégio de participar das convocações solenes (Salmos 35.18; 107;32; 122.1; 149.1). No Novo Testamento, isso não mudou. A exortação bíblica é para que o povo de Deus continue valorizando as reuniões formais da Igreja. Aliás, ainda no Antigo Testamento há profecias de que na Nova Aliança as convocações solenes continuariam tendo o seu lugar:
“E os estrangeiros que se unirem ao Senhor para servi-lo, para amarem o nome do Senhor e para prestar-lhe culto, todos os que guardarem o sábado sem profaná-lo, e que se apegarem à minha aliança, esses eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em minha casa de oração. Seus holocaustos e seus sacrifícios serão aceitos em meu altar; pois a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos." (Isaías 56,6-7).
“Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.” (Hebreus 10.25).
Note, Judite, que existiam desigrejados já primeiro século, mas o autor da carta aos Hebreus afirma que não é esse o comportamento que se espera daqueles que aguardam o retorno de Jesus Cristo. O culto, a comunidade, o cumprimento da missão, tudo, na verdade, deve terminar num objetivo maior: a glória de Deus. 
“Quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Coríntios 10.31). 
Se não for para glorificar a Deus, nem a evangelização, nem a ação social têm valor em si. No final, a glória de Deus deve ser o nosso maior intento. Precisamos, então, considerar o que Deus diz a respeito do culto público nas Escrituras, quais são suas exigências, e quais os detalhes acerca de COMO essa adoração pública e comunitária deve ser realizada. 
“Tudo o que eu ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás.” (Deuteronômio 12.32). 
A adoração na Igreja, tal como ordenada por Deus, é indispensável à devoção cristã. Dizer "Prefiro ser crente em casa!" é absolutamente contrário ao ensino da Palavra de Deus.

5º. DEUS CONCEDEU PRIVILÉGIOS ESPIRITUAIS À IGREJA

E, com isso, quero dizer EXCLUSIVAMENTE à Igreja. O dom do Espírito Santo prometido nas Escrituras nunca é mencionado no singular, Judite. Todas as vezes que a Bíblia diz que somos Templo do Espírito Santo, ela fala da comunidade, e implica em que esse privilégio não é real fora da comunidade. 
“Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” (1 Coríntios 3.16).
Os sacramentos, que são meios de graça instituídos por Cristo, só nos são conferidos pelo ministério da Igreja. E o mais importante, sabemos que a salvação é individual, mas uma das bênçãos da salvação foi o fato de que Deus nos incluiu na Igreja, a fim de vivermos em unidade. 

Na Bíblia, vir a Cristo e à Sua igreja são uma coisa só, não duas. Externamente, nós nos identificamos como pertencendo a Cristo pela profissão da fé diante da Igreja, e na adoração, aprendizado e testemunho contínuos juntamente com a assembleia dos santos (Romanos 10.9-10; Mateus 10.32; Atos 2.41-42; Hebreus 10.25). Fazer parte de Cristo é fazer parte do Corpo de Cristo (1 Coríntios 12.13,27; Romanos 12.5; Efésios 5.29-30). Biblicamente, os cristãos servem a Cristo, não em isolamento autossuficiente, mas como membros vivos do Seu corpo. (Mark Brown e Larry Wilson).

Lembre-se: a Igreja é a noiva de Cristo, e Cristo está preparando essa noiva, mantendo-a pura e imaculada para o dia do casamento. A noiva é dEle, Judite, e é Ele quem garante que ela estará preparada para as Bodas do Cordeiro. Os privilégios espirituais são conferidos àqueles que compõem a Igreja e não a indivíduos isolados. Quando Ele vier, levará consigo a Sua noiva.

6º. DEUS CONCEDEU A TAREFA MISSIONÁRIA À IGREJA

Até mesmo o cumprimento da missão é um privilégio da Igreja. É a Igreja, a instituição inclusive, que foi chamada para o cumprimento da Missão. Qualquer tentativa de realização do chamado de Cristo, que seja à parte da Igreja, não será obediência à grande comissão. Antes, será uma tentativa ultradémodé de reinventar a Igreja separando-se da “cristandade corrupta”. Foi esse o caminho seguido nos dois últimos séculos por muita gente aparentemente bem intencionada, mas que, no final, foi capaz tão-somente de produzir novas seitas heréticas tão perniciosas para a saúde da fé dos crentes.

Sair da Igreja, para realizar sozinho a obra de Deus é absurdamente ilógico. É impossível obedecer à ordem de Cristo (de se fazer discípulos) quando alguém se mantém obstinado contra todas as verdades que foram expostas acima. Trata-se de rebeldia contra a Igreja que Deus criou, governou e continua governando, contra o chamado de Deus para que vivamos e adoremos em comunidade, e contra o claro ensino da Escritura de que os salvos estão na Igreja e que o Espírito de Deus é dado para estes. Seria uma grande hipocrisia alguém tentar obedecer ao “Ide” de Cristo, sendo que mantém o coração endurecido para esses fatos. A evangelização só será bíblica quando os convertidos estiverem matriculados na escola de Cristo e abraçados ao seio da família visível dos crentes (Mateus 28.19-20; 1 Coríntios 12.13; Atos 2.41,47).

Pense no seguinte, Judite: o seu empenho por obedecer a Cristo será mais útil e produtivo quando você incentivar e encorajar a Igreja a se reformar. Tentar, isoladamente, fazer o trabalho que Deus deu à Igreja, não passa de falsa piedade. Quando você, na Igreja, for capaz de convencer os demais a se comprometerem com o desafio missionário, seus esforços serão multiplicados e serão muito mais úteis para o Reino de Deus do que trabalhar fora da Igreja e sem a Igreja.

CONCLUO

Todos esses pontos mencionados devem estar na sua mente, quando você lê Hebreus 10.24-25:
"E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como Igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajarmos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia."
Lembre-se, Judite: Não tenha fé nos seus próprios esforços! Tenha fé no Deus que pode realizar grandes coisas através desse povo imperfeito que Ele mesmo chamou e reuniu. No final, trata-se justamente disso: fé no poder de Deus. Creia que Deus é capaz de salvar os pecadores. Afinal, eu e você fomos salvos através do ministério dos cristãos que atuaram na Igreja, pela Igreja, e para a glória de Cristo. Mas a salvação, seja a minha ou a sua, é evidenciada, dentre outras coisas, pela persistência do pecador em continuar na Igreja.

Que Deus lhe dê entendimento e sabedoria.
Abraços compadecidos do seu amigo,

Thiago Dancona